segunda-feira, 29 de julho de 2019

Lucas 17: 3,4 - Como lidar quando um irmão peca contra nós



Tema: Como lidar quando um irmão peca contra nós
Texto Bíblico: Lucas 17: 3,4


 3 ​Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe.4 ​Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe. 
(Lucas 17: 3,4)

INTRODUÇÃO

1. A Bíblia em muitos momentos nos deixa claro a realidade da natureza pecaminosa do homem, por essa razão:
1) pecamos contra nossos irmãos em Cristo;
2) nossos irmãos em Cristo pecam contra nós;
3) o ofensor, por vezes, nem sabe ou tem noção do que fez;
4) e o ofendido, também, por vezes, não sabe como lidar com a situação.

2. Diante da Ofensa, COMO e O QUE temos feito quando nosso irmão peca contra nós?

3. O texto bíblico hoje, nos dá lições valiosas de como devemos lidar quando um irmão peca contra nós.

Proposição: Precisamos ter atitudes corretas ao tratar os pecados do meu irmão.

Transição: Hoje, gostaria de apresentar 2 atitudes que precisamos ter ao tratar os pecados do meu irmão


A 1ª atitude que precisamos ter ao tratar os pecados do meu irmão é...



1. CAUTELA. (v.3)

1. Primeiramente, devo ter cautela para não ser tropeço para ninguém.

"Acautelai-vos"

§ O verbo acautelar no original grego neste contexto tem o sentido de "assistir a si mesmo”, “dar atenção a si mesmo”, ou seja, ter cuidado consigo.

a) Devo ter cautela, para não me tornar em escândalo (armadilha, cilada) para ninguém, com os meus pecados.

b) Devo dar atenção a mim mesmo, para ver se eu também não tenho caído no mesmo pecado do meu irmão que pecou contra mim.


2. Em segundo lugar, devo ser cauteloso à minha atitude em relação ao pecado do meu irmão.

"Acautelai-vos, se teu irmão pecar contra ti"

§ Quando um irmão peca contra nós, talvez tomemos algumas atitudes insensatas tanto inconscientemente quanto conscientemente, por causa de nossa natureza pecaminosa, tais como:

a) Desejar o mal para nosso irmão (amaldiçoando, praguejando);
b) Considerar ele como incrédulo, sem nenhuma chance de restauração;
c) Planejar uma forma de se vingar (evitando falar com ele, não ajudando quando precisar);
d) Tornar público o pecado dele (contando para o maior numero de pessoas, para que pensem mal do irmão).

§ Devemos ter cautela, para não termos essas atitudes se nosso irmão pecar nós.


3. Por último, devo ter cautela quanto às minhas intenções na repreensão.

"repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe"

§ “Repreender” significa expor ao ofensor a verdade acerca de seu pecado.

a) Devo ter cautela em não ser omisso e deixar meu irmão permanecer no pecado, por isso devo repreendê-lo, pois é uma atitude de amor;
b) Devo ter cautela para que a repreensão não tenha o objetivo de dispersar minha raiva apenas;
c) Devo ter cautela para que a repreensão seja com espírito de brandura (Gl 6:1).


§ “Arrependimento” é “mudar a mente para melhor”, é “modificar o coração, com pesar dos pecados passados”.

a) Devo ter cautela, para que a minha repreensão tenha o objetivo de levar o ofensor ao arrependimento.


§ O “Perdão” não se trata da retirada da culpa do ofensor, pois isso é algo que pertence somente a Deus, mas se trata de voltar à boa relação que fora quebrada entre o ofendido e o ofensor.

a) Devo ter cautela, para que a minha repreensão tenha o objetivo de perdoar quem me ofendeu;
b) Devo ter cautela em somente declarar o perdão ao ofensor após ele proferir palavras de arrependimento;


§ A 2ª atitude que precisamos ter ao tratar os pecados do meu irmão é...



2. DISPOSIÇÃO EM PERDOAR. (v.4)

1.  Primeiramente, devo ter disposição em perdoar, quantas vezes forem necessárias.

"Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti... perdoa-lhe”

§ Quando nossos irmãos pecam contra nós, talvez nossa tendência é conferir até que ponto devemos perdoar, e ao chegar nesse ponto, dizermos: “basta!!!”.

a) Os rabinos diziam que se um homem perdoava seu irmão três vezes era perfeito;
b) Jesus talvez esteja tomando a norma rabínica, multiplicando por dois e ainda adicionando um;
c) Jesus ao dizer “sete vezes” NÃO está tratando de um número limite pare exercer perdão. Isso simplesmente significa que o cristão deve perdoar além do que seria perfeito para o mundo, mas que devemos perdoar quantas vezes forem necessárias.

2.  Em segundo lugar, devo ter disposição em perdoar todas as vezes que meu irmão se arrepender.

“e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe"

§ Apesar de que a disposição em perdoar deva ser sem limite, a declaração do perdão tem uma condição, o arrependimento, que pode ser demonstrado pelo faltoso de algumas formas:

a) Declarar arrependimento: “Estou arrependido”;
b) Fizer o pedido de perdão: “Perdoa-me pelo que fiz?”, “Desculpa, eu não deveria ter feito aquilo”;
c) Atitudes mostrando que mudou (neste caso, devemos chamá-lo para conversar);

§ Devemos declarar o perdão ao nosso irmão todas as vezes que ele mostrar estar arrependido.



CONCLUSÃO

1. Aprendemos hoje que precisamos ter atitudes corretar ao tratar os pecados do meu irmão.

2. No texto bíblico de hoje, vimos duas atitudes que precisamos ter ao tratar os pecados do meu irmão:

1) Cautela 
2) Disposição para perdoar

3. Para isso, precisamos sempre buscar a graça de Deus em oração para cada vez mais nos tornarmos semelhantes a Cristo cumprindo os seus mandamentos, pois sem Cristo nada podemos fazer.



Autor: A. M. Freitas

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Mateus 5:33-37 - Sobre os Juramentos


Tema: Sobre os Juramentos
Texto: Mateus 5:33-37

33 ​Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. 34 ​Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; 35 ​nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; 36 ​nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. 37 ​Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno. (Mateus 5:33-37)


INTRODUÇÃO

- Resumo dos estudos anteriores
- Hoje veremos o que Jesus ensinou sobre juramentos
- Gostaria que os irmãos tivessem em mente que "juramento", "promessa" e "votos" são a mesma coisa, como tendo o significado de "dá a certeza (palavra) que você irá fazer algo que disse que ia fazer"
- Nosso estudo é dividido em 3 partes: (1) Interpretação errada do Escribas e Fariseus. (2) A interpretação Correta de Jesus. Por fim fazermos (3) Aplicação do Ensino de Jesus.

1. INTERPRETAÇÃO ERRADA DOS ESCRIBAS E FARISEUS.

(Verso 33)

- Nesse verso Jesus está fazendo referencia há alguma passagem do Antigo Testamento, a qual os escribas e fariseus haviam interpretado de maneira errada.
- NÃO sabemos exatamente qual é verso do Antigo Testamento, mas llguns Estudiosos tem sugerido que seja o 3° mandamento dos 10 mandamentos Êxodo 20:7 (Explicar com mais detalhes)
- Outros estudiosos sugerem quem seja Dt 6:13, ou Dt 23:21,ou Lv 19:12, ou Nm 30:2, (eu pessoalmente acredito que seja Dt 23:21)
- Como esses versos basicamente falam que é pecado não cumprir as promessas feitas PARA Deus ou EM NOME de Deus.
- Então o Fariseus interpretavam que  SOMENTE e UNICAMENTE devemos cumprir os juramentos feitos ao Senhor ou em seu Nome.
- Ou seja, aqueles votos, promessas, juramentos que NÃO envolvesse o nome de Deus, ou NÃO fosse feito PARA Deus, na opinião dos fariseus, não havia nenhum problema em não cumprir, não seria pecado.
- Nesse sentido para não pecar, os fariseus criaram fórmulas para jurar sem pecar, como "juro pelo céu...", "Faço esse voto pela cidade de Jerusalém que...", "Prometo pela minha vida..."

2. A INTERPRETAÇÃO CORRETA DE JESUS.

(Versos 34, 35, e 36)

- Costumeiramente, se tem interpretado esses versos como se Jesus tivesse proibindo os juramentos, de forma que alguns dizem que "Crente não jura", "Não presta jurar", “É pecado jurar”.
- Todavia, Jesus não está proibindo os juramentos, afinal de contas, temos ordem de jurar no A.T. (Dt 6:23), lemos várias vezes o próprio Deus jurando, além de Paulo jurando inspirado pelo Espirito Santo (Rm 1:9).
- Se de fato Jesus tiver proibindo o juramento nesses versos, Não podemos mais casar, não podemos nos formar no Ensino Superior, não podemos ser testemunhas no tribunal e nem assumir cargos que exigem juramentos solenes.
- O que Jesus está ensinando nesses versos é "Não siga as fórmulas de juramentos dos fariseus", "Não jure como eles, que juram por qualquer coisa, sem a intenção de cumpri".
- Nesses versos também podemos perceber que Jesus está ensinando... "não importa pelo que você jure, ou qual a fórmula que você segue no Juramento. Seu juramento  tem alguma ligação (relação, compromisso) com Deus, de forma que você deve cumprir, pois se não cumprir, você profanou o nome de Deus.”

(Verso 37)

- Nesse verso, Jesus está dizendo que os seus verdadeiros discípulos não precisam fazer juramentos em termos solenes para que as pessoas acreditem que vão cumprir com a palavra dada, porque já irão saber que é "sim, sim" e "não, não".

3. APLICAÇÃO DO ENSINO DE JESUS.

- Cuidado com suas emoções e sentimentos: No calor do momento, as emoções e sentimentos muitas vezes podem nos levar a fazer juramentos, promessas que somos incapazes de realizar. Exemplos: a Raiva, a alegria, a tristeza  (doença).
- Cumpra sua Palavra: Não importa a quem você tenha feito a promessa, a um amigo, ao cônjuge, aos filhos ou mesmo uma criança, você deve cumpri a sua palavra.
- Seja Pontual: Quando você marca um horário com alguém, você esta fazendo uma promessa, então seja pontual nos seus compromissos.
- Se arrependa e busque perdão em Cristo: Talvez você lembre-se de promessas que você fez e não cumpriu, se ainda é possível cumprir, vá e cumpra. Se não dá mais, se arrependa e busque perdão em Cristo, apesar da quebra de votos seja uma coisa grave, não é um pecado imperdoável.


Soli Deo Gloria
Por A. M. Freitas